Neuromarketing: como fazer a sua empresa vender mais!

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O Neuromarketing nada mais é que um setor do marketing que estuda o comportamento do consumidor. É a própria junção da ciência com o marketing resultando na definição dos desejos e necessidades dos possíveis clientes. O neuromarketing pode ser dividido em três áreas, sendo elas: Pesquisa realizada com neurocientistas e equipamentos; Pesquisa de mercado e análises de mídias e treinamentos e consultorias. Todas as áreas contam com a ajuda de um especialista em pesquisa do neuromarketing para decifrar as possíveis emoções e comportamento dos consumidores. Mas por que o neuromarketing é tão importante? Quando um consumidor compra determinado tipo de produto sendo que esse produto é iguais a tantos outros, fazemos uma pergunta: “Porque levar esse se tem mais três muito mais baratos”? A resposta é: porque esse produto sacia o seu desejo e o seu uso com ele, o torna satisfatório. É a mesma coisa da Coca Cola e a Pepsi. As chances de escolher uma Coca Cola são altas. Não porque ela é melhor, mas porque ela vendeu experiência, felicidade. Está ali em todos os momentos. Ela sabe o que você sente ao consumi-la.

 

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O principal objetivo do neuromarketing é ir além do básico, do comum. Por isso as análises são feitas por equipamentos que acompanham batimentos cardíacos, movimento dos olhos e outras ações que em um questionário, por exemplo, não seriam visíveis. Mas porque todas as empresas não utilizam o neuromarketing? Apenas porque é caro. Esse tipo de pesquisa demanda tempo e dinheiro. E nenhuma empresa quer perder os dois.

Especialistas no assunto como o fundador da Minilab International de Londres, David Lewis e o CEO da companhia, Duncan Smith, afirmam que“A facilitação da linguagem, a cultura do público e o ambiente de recepção produz diferentes resultados e influências nos neurotransmissores.”, disse Lewis. Isso é crucial para definir bem uma campanha, porque você já sabe o que o seu público quer. Aqui no Brasil temos alguns exemplos de usos do neuromarketing em algumas empresas. Por exemplo, escada rolante dentro de lojas de roupas. Elas ficam no meio ou em algum canto escondido para você ter que andar a loja inteira. Isso muitas vezes faz o consumidor comprar além do que precisa. Pesquisas já mostraram que clientes gastam 7% mais quando andam no sentido anti-horário, porque é mais natural para o cérebro. Na direção oposta, há desconforto. As lojas buscam uma organização de produtos para estimular o caminho natural. Nos fast foods, as principais cores são as mais chamativas porque o vermelho estimula o apetite. O consumidor fica com mais fome e come mais rápido, dando espaço para outros clientes. Podemos citar também lojas com cheiro. Um perfume traz lembranças e deixa o consumidor mais emotivo. Segundo pesquisa alemã, perfumar o ambiente aumenta em até 15% a probabilidade de uma venda.

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As formas de chamar a atenção dos clientes através do neuromarketing são diversas e podem criar desejos quase prontos, colaborando ainda mais para uma venda e criando experiências com o consumidor. Se você curtiu o assunto, deixo aqui uma dica de livro para você aprofundar mais no assunto. O livro chama “A lógica do consumo” de Martin Lindstrom. Confira um pequeno resumo: “Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em “A lógica do consumo”, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor.

 

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(Publicitária)

Publicitária, mineira e gourmetizada. Curiosa ao extremo e que ama aprender novas coisas. Pós-graduada em Marketing Estratégico, consumidora de livros, tecnologia e música. ;)

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